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Cidades, Pelaí

Um rolê na rodô

  • Walberto Maciel
  • 05/04/2024
  • 07:00

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No dia 25 de abril, a Secretaria de Transportes e Mobilidade (Semob) abrirá os envelopes da licitação da concessão da rodoviária do Plano Piloto, que passará a ser gerida por uma empresa ou consórcio. A empresa (ou grupo) que apresentar a melhor proposta vai explorar o terminal e as áreas adjacentes dos setores de Diversão Sul e Norte pelos próximos 20 anos, incluindo as vagas de estacionamento, quiosques e outros imóveis.

Além da curiosidade em saber quem vai descascar o abacaxi, a maioria das pessoas que transita ou trabalha na Rodoviária quer saber o que irá acontecer com elas, e seus negócios dentro do complexo que divide as duas asas do avião projetado por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.

Ambulantes, donos de quiosques e concessionários de estabelecimentos como farmácias, pastelarias, restaurantes, lanchonetes, papelarias, lojas de acessórios para celulares, artigos femininos, sapatos e até hortifruti temem pelo futuro, apesar do edital da licitação garantir que todos terão preferência para permanecer onde estão ganhando o pão de cada dia.

Futuro incerto

Donos de quiosques e lojas que estão na rodoviária há 30 anos ou mais preferem não falar abertamente. “Existe um medo, neste momento, porque ninguém sabe o que pode acontecer”, destacou um senhor grisalho, cerca de 70 anos, que está há 40 anos em uma das lojas da plataforma superior.

O maior temor dos permissionários não é a questão da garantia da permanência ou mesmo a preferência de ficar no local, mas o preço que isso vai custar. “Hoje, eu pago R$ 6 mil de aluguel. É caro, mas dá para eu tocar minha vida. Mas, depois da privatização, que o governo chama de concessão, quanto o novo “dono” irá me cobrar?”, questiona o empresário.

Matheus, vendedor – Foto:BsbCapital

Matheus Nascimento, que trabalha há 14 anos numa relojoaria no piso Leste da rodoviária, faz a mesma pergunta. “Privatizar vai ser bom por um lado: irá melhorar a segurança e a limpeza. Talvez diminua o número de ambulantes. Mas o que nós que trabalhamos nas lojas permissionárias queremos saber é se o patrão vai ter condições de pagar o aluguel e nosso salário”, destacou o vendedor, para quem a rodoviária está “abandonada, suja, largada”. “A expectativa é que, com a mudança de gestão, tudo seja reformado e melhorem as condições de trabalho”.

Ranisley, permissionário – Foto:BsbCapital

Ranislei Silva Carvalho, que tem um stand de fotos expressas (o antigo lambe-lambe) na parte Oeste da rodoviária há 28 anos, não se assusta com a concessão. “Tem muita gente preocupada exatamente pela falta de informações. Os aluguéis ou o preço pelo metro quadrado que passará a ser cobrado pelo futuro gestor é que está deixando muita gente de cabelo em pé”, afirmou. O velho fotógrafo reclama mesmo é do avanço da tecnologia, que atrapalha seu negócio. “Mas, como tem a permissão, enquanto der conta de pagar as taxas, vou ficando”.

Rodoviária não é shopping

Ronaldo, pintor – Foto:BsbCapital

O pintor profissional Ronaldo Nunes Santana passa todos os dias pela rodoviária, mas não estava sabendo da concessão para a iniciativa privada. Para ele, o local está “um pouco abandonado” e merece mais cuidado.

“Por uma parte, eu acho que vai melhorar, principalmente na questão de cuidado com o patrimônio. Mas, para o usuário que vai ter que pagar estacionamento, preços mais altos, não vai ser muito bom não”, avaliou.  Ele é contra a ideia de transformar a rodoviária em uma espécie de shopping. “Aqui é uma rodoviária, uma área onde o povo circula. Se vierem com muita coisinha,vai acabar descaracterizando, e aí os preços vão lá para cima”.

Victor, estudante – Foto: BsbCapital

O estudante de Ciência e Tecnologia do Iesb, Victor Souza Pereira, morador de Sobradinho, gosta da ideia da concessão para a iniciativa privada, mas alerta que se alguma coisa cair para o usuário pagar, não vai dar certo. “Tem que melhorar sem aumentar preços de passagens e sem sacrificar ainda mais o usuário do transporte público”, disse.

Ambulantes cobram espaço

Diana Nascimento, ambulante – Foto:BsbCapital

A ambulante Diana Nascimento vende cuscuzeiras e utensílios domésticos no piso inferior. Ela acorda às 3h para chegar à rodoviária às 4h30 e fica todos os dias até as 20h. “Espero que o governo dê a todos nós uma nova oportunidade de trabalho, pois, com certeza, a empresa que ganhar não vai querer este monte de gente vendendo aqui”.

Mesmo sabendo que poderá ficar sem um local para trabalhar, Diana defende a privatização. “Acredito que vai melhorar. Hoje está muito ruim. Tem muito assalto e furto aqui. As escadas rolantes e os elevadores não funcionam, os banheiros são imundos. Isso tem que melhorar”, afirma.

Roberto Jorge, ambulante – Foto:BsbCapital

Roberto Jorge, ambulante que vende aparelhos de barbear, se mostra esperançoso. “Espero que aconteça. Mas, para nós que somos ambulantes, não é bom, porque vão tirar a gente daqui”. Trabalhando há mais de 20 anos no local, ele é conhece bem a realidade. “Os elevadores não atendem a gente, as escadas rolantes só funcionam quando vem alguma autoridade”, disse.

Como usuário ele acredita que a rodoviária vai ficar melhor. Porém, para os camelôs não houve nenhuma orientação. “Ninguém falou nada sobre isso e nem como acontece. Normalmente eles levam a gente para algum lugar, onde não tem público. Já vivi isso várias vezes e não quero que aconteça novamente”, recorda.

Saiba+

A rodoviária tem 54 mil m² e recebe, em média, 700 mil pessoas diariamente. Cerca de 20 mil trabalhadores, entre permissionários, colaboradores das lojas e quiosques e ambulantes atuam no terminal. Só a tradicional Pastelaria Viçosa emprega em toda sua rede mais de 300 pessoas e vende 400 mil pasteis por dia nas duas lojas da rodoviária. A plataforma inferior é cortada pelos dois principais eixos de Brasília – o Monumental, no sentido Leste/Oeste, e o Rodoviário, de Norte a Sul.

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