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Geral, Política

Trump promete deportação em massa, cerco a cartéis e ‘liberdade de expressão’

  • Redação
  • 20/01/2025
  • 16:43

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Em cerimônia com a presença dos principais donos de big techs (Meta, X, Google e Amazon), autoridades e familiares, o republicano Donald Trump foi oficialmente empossado como o 47º presidente dos Estados Unidos, na tarde desta segunda-feira (20).

“A era de ouro da América começa agora”, disse em seu discurso, acrescentando que o país “florescerá e será respeitado” sob sua liderança.

Diante de Joe Biden, Trump criticou a forma como o governo do agora ex-presidente lidou com a crise migratória. E prometeu que trabalhará para enfrentar todas as crises com “dignidade, poder e força”. “Isso trará de volta a prosperidade para cidadãos de todas as raças, religiões, cores e credos”, sustentou.

Ao se dirigir às comunidades negra e hispânica, parte delas em situação irregular nos EUA, Trump agradeceu pela “tremenda demonstração de amor e confiança”. Ele observou que hoje, 20 de janeiro, é o Dia de Martin Luther King, em homenagem ao ativista que lutou pelos direitos civis e contra a segregação racial.

Na sequência, anunciou que assinará ainda hoje uma ordem executiva declarando emergência nacional na fronteira com o México. Segundo ele, todas as entradas ilegais “serão imediatamente interrompidas”, acrescentando que iniciará o processo de deportação de milhões de “estrangeiros criminosos”.

Outra medida imediata de Trump é incluir os cartéis de drogas e armas, por meio de decreto, na lista de “organizações terroristas estrangeiras”.

Economia 

Para combater a inflação e o aumento dos custos de energia para os americanos, Donald Trump pretende declarar emergência energética nacional e aumentar a perfuração de petróleo e gás, na contramão da agenda ambiental discutida pelo resto do mundo.

“Os Estados Unidos voltarão a ser uma nação industrial. Temos a maior quantidade de petróleo e gás natural do mundo, e vamos usá-los”.

Ele detalhou ainda os planos para a indústria automobilística: revogar uma “obrigação de veículos elétricos” e incentivar a construção de automóveis na América “novamente em um ritmo que ninguém poderia ter sonhado ser possível há apenas alguns anos”.

Sobre a criação do polêmico DOGE, sigla em inglês do novo departamento de eficiência governamental, o presidente americano foi enfático.

“Após anos e anos de restrição ilegal e inconstitucional de expressão, também assinarei uma ordem executiva para acabar com toda a censura e trazer de volta a liberdade de expressão à América”, alegou, sem apresentar provas.

Meritocracia

Em aceno ao eleitorado conservador, Trump sinalizou que vai acabar com o que diz ser uma política governamental de trazer raça e gênero para “todos os aspectos da vida pública e privada”. E se comprometeu a criar uma sociedade que seja “baseada no mérito”.

“A partir de hoje, será política oficial do governo dos EUA que existam apenas dois gêneros: masculino e feminino”.

Já no âmbito internacional, o presidente americano celebrou o acordo histórico de cessar-fogo entre Israel e Hamas e assegurou que os Estados Unidos terão um perfil “pacificador e unificador”. 

“A América recuperará seu lugar de direito como a maior, mais poderosa e mais respeitada nação da Terra, inspirando admiração e assombro do mundo inteiro”, ameaçando novamente mudar o nome do Golfo do México para “Golfo da América” e retomar o controle do Canal do Panamá — ele acusa falsamente a China de operar o canal que liga o Atlântico ao Pacífico.

“O futuro é nosso” 

Trump encerrou o discurso com uma mensagem nacionalista. “Estou diante de vocês como prova de que vocês nunca devem acreditar que algo é impossível de fazer. Na América, fazer o impossível é o que fazemos melhor”.

Ele concluiu dizendo que o país não será conquistado ou intimidado.

“Não falharemos. Deste dia em diante, os Estados Unidos da América serão uma nação livre, soberana e independente. O futuro é nosso, e nossa era de ouro apenas começou”, finalizou.

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