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Paz nas escolas

  • Redação
  • 13/09/2014
  • 18:12

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Cristovam Buarque (*)

 

Recente estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e nossos jornais no dia a dia mostram o Brasil como o país com maior violência na escola. O futuro de um país tem a cara de sua escola no presente. Por isso, é urgente entender as causas da violência e como corrigi-las.

A primeira causa é a pouca valorização do professor. Em uma sociedade movida pelo consumismo e renda, ao perceberem que os professores têm baixos salários, os alunos valorizam mais outras profissões, não espelham seu futuro nos professores. Todas as categorias profissionais são mais reconhecidas do que o magistério. Os professores, ao não serem reconhecidos, justificadamente, diminuem a dedicação, criando um circulo vicioso de desrespeito mútuo, mesmo implícito.

Este sentimento se agrava quando os alunos ficam semanas ou os meses sem aulas por causa das greves nas quais os professores são jogados em busca de aumentos mínimos nos salários. Se as escolas podem ficar meses sem aulas, é porque não são vistas com importância pela sociedade, o que leva os alunos a também não darem importância a ela. Nem sentem amor por uma instituição na qual percebem que estão por poucos anos, antes de abandoná-la sem concluir os estudos, como fizeram seus pais e irmãos mais velhos.

Acostumados a ver o conforto nos demais prédios da cidade, os alunos sentem a degradação que vai dos banheiros às salas de aulas e adquirem o indecente direito de depredar o que a sociedade não valoriza. Acostumados aos modernos equipamentos de tecnologia da informação, sentem-se torturados pelas aulas em arcaicos quadros-negros. Soma-se a isto a realidade social, na qual a violência obscena ficou banal, com a mídia passando violência inclusive em programas infantis.

Sentindo-se violentados pela escola degradada, os alunos ficam violentos, pois vítimas de violência reagem com violência. A escola brasileira é tão violenta com os alunos que não há razão para surpreender-se com a violência dos alunos contra ela, mas há para assustar-se com as consequências trágicas da violência na depredação do futuro.

É difícil resolver a causa externa da violência escolar, que vem da sociedade violenta. Mas não seria difícil quebrar as causas internas com um programa pelo qual nossos professores sejam valorizados e, em consequência, dedicados, competentes e admirados pelos alunos; em prédios bonitos, confortáveis, equipados ao gosto dos jovens; e com as instalações necessárias para escola em tempo integral, longe das tentações e ameaças da violência das ruas.

É suicídio esperar o fim da violência urbana para só então termos escolas pacíficas, mas a valorização da escola vai colaborar para pacificar a sociedade. O Brasil dispõe dos recursos para mudar esta maldita realidade da violência nas escolas e, com uma escola pacificada, construirmos a paz na sociedade ao redor. Mas ainda não temos a mentalidade social e política necessária. Ainda preferimos as UPPs aos CIEPs e tentamos corrigir a violência de fora, deixando a violência dentro das escolas.

(*) Professor emérito da UnB e senador pelo PDT-DF.

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