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Paulo Ouricuri: um poeta para se conhecer e se reconhecer

  • Redação
  • 14/12/2014
  • 15:42

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Jana Lauxen (*)

 

Paulo Ouricuri é um poeta que eu aprendi a admirar. Foi por acaso que li seu primeiro livro, A Triste História do Índio Juca (Editora Biblioteca 24 Horas), em meados de 2013. A obra é um conto de teor fantástico em forma de poesia, e fala sobre uma aldeia de índios que obedece cegamente aos desmandos de um grande cacique, que ninguém conhece, apesar de todos cumprirem suas ordens sem questionar.

Achei o livro curioso e, principalmente, corajoso, pois, além de misturar de maneira improvável conto, poesia e literatura fantástica, ainda trata de um tema atual e bastante polêmico. Paulo Ouricuri me ganhou ali.

Quando o autor publicou seu segundo livro, 50 Sonetos Reunidos (Ed. Multifoco), fui atrás de lê-lo. A obra compila sonetos escritos ao longo dos anos, e aborda uma grande variedade de temas, dos mais bucólicos, como o amor e a saudade, até os mais controversos, como a religião e o homem em busca da verdade. Um livro agradável e sedutor, de qualidade poética indiscutível.

Natural, então, que quando soube que Paulo se preparava para lançar o terceiro livro, A Poesia nos Poentes do Silêncio, interessei-me de imediato. A obra reúne 60 poemas, que trazem a marca registrada do autor: levantar assuntos variados, dos mais simples aos mais complexos, passando-os sempre pelo filtro sereno e incisivo da poesia.

Em entrevista recente, Paulo Ouricuri conta que, com exceção de seu primeiro livro, A Triste História do Índio Juca, que é um conto romanceado em forma de poesia, a maioria dos poemas de seu segundo e terceiro livro são avulsos, escritos de forma independente. Quando verifica que possui um número interessante de poesias, Paulo as reúne em uma obra – mas não sem antes avaliá-las de forma rígida.

Segundo o autor, somente são escolhidos os poemas nos quais constatar que houve uma real evolução em sua maneira de escrever. E este talvez seja um dos principais predicados de Paulo Ouricuri: além de talento, ele trata a literatura, e os seus leitores, com respeito, profissionalismo e consideração.

E é por conta deste profissionalismo e desta consideração que, apesar de reconhecer o valor da inspiração no momento da escrita, Paulo valoriza, e muito, a importância da transpiração. Conforme conta, a ideia para um poema costuma surgir durante ou logo após uma leitura. E é claro que também aparece repentinamente, quando está dirigindo, trabalhando, ou realizando qualquer atividade cotidiana.

Paulo tenta guardar a ideia na memória até o momento em que possa finalmente sentar para escrever. Quando isso acontece, é hora de decidir qual será sua estrutura fundamental, e qual a melhor forma para compor o poema. Após elaborar o rascunho, ocorre sua releitura, e inicia-se então o processo de lapidação e aprimoramento: corta-se aqui, acrescenta-se ali, e vai formando-se a poesia.

Um trabalho baseado na livre criação e na própria intuição, mas também fundamentado pelo aperfeiçoamento, pelo profissionalismo e pela deferência com os leitores e com a literatura em si.

Por estas e por outras, tenho certeza de que Paulo Ouricuri é um poeta que veio para ficar. Acredito que ele congrega todos os atributos necessários para a formação de um escritor consistente e diferente, e não somente mais um, trazendo novidades de dentro de um museu.

Então, sugiro ao caro leitor que leia seus livros, e em especial o último, A Poesia nos Poentes do Silêncio. Afinal, como alguém em constante evolução, esta obra reúne o melhor de seu trabalho, de sua poesia, e de sua percepção de mundo.

Eu aprendi a admirar e respeitar Paulo Ouricuri enquanto escritor, poeta e profissional das letras. E não tenho nenhuma dúvida de que você também aprenderá.

 

  (*) Editora, produtora cultural e escritora, autora dos livros Uma Carta por Benjamin (2009) e O Túmulo do Ladrão (2013). Contato: www.janalauxen.com / osdezmelhores@gmail.com

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