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Política

Os Reis não são expulsos, eles partem… Será?

  • Redação
  • 22/03/2016
  • 09:49

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Dito popular da época do Império pode retratar a atual situação política do Brasil

 

Zilta Marinho

No dia 13 de março, ocorreram as maiores manifestações populares já registradas na história do Brasil. Convocadas pelas redes sociais, 4 milhões de pessoas foram às ruas protestar contra o governo Dilma Rousseff. Lideranças oposicionistas e situacionistas foram hostilizadas. “Fora corruptos”, “fora Dilma” e “apoio à operação Lava-Jato” eram as bandeiras. A figura em destaque foi o juiz federal Sérgio Moro. Dilma não caiu e não pediu pra sair e ainda reforçou sua equipe com a indicação do ex-presidente Lula para a chefia do Gabinete Civil da Presidência. E agora? \"Foto:

Há muitos exemplos de rupturas. Conta a História que em 17 de novembro de 1889 a família real embarcou para Portugal de madrugada para evitar a reação da população depois de proclamada a República no dia 15, fazendo valer assim o dito popular: “Os reis não são expulsos, mas partem”.  Rapidamente eram alterados os nomes e símbolos do Brasil para mostrar que a República tinha vindo para ficar.

No início do século passado, na chamada República Velha, houve o agravamento da crise econômica, revoltas, acirramento de conflitos políticos, o Tenentismo, a Coluna Prestes e outros movimentos que culminaram com a Revolução de 1930, quando assumiu Getúlio Vargas pelo então Partido Democrático. Considerado um grande líder, mais tarde fundaria o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em 1954, acuado por denúncias, Getúlio sai “ da vida para entrar na história”, cometendo suicídio. O Rei está morto.

 

1964 e a Democracia

Mudanças também ocorreram quando, em 1964, João Goulart se exilava no Uruguai. O Rei foi deposto. O governo militar que se seguiu ,mudou o nome do país de Estados Unidos do Brasil para República Federativa do Brasil, alterando também o brasão e outros símbolos. O primeiro presidente militar pretendia, depois de reorganizado o pais, entregar a presidência a um eleito pelo povo. Acabou passando o poder a um outro militar. Ao todo, foram vinte anos de militarismo, com cinco generais presidentes.

Aos chamados anos de chumbo sucedeu-se uma eleição indireta. Tancredo Neves (PP) foi eleito presidente e José Sarney (PMDB) seu vice. Era a Nova República. Mas Tancredo, a esperança do povo, morreu antes da posse e Sarney subiu, sozinho, a rampa do Planalto, assumindo um país que engatinhava numa frágil democracia. Mais uma vez, o Rei está morto. Em 1 de fevereiro de 1987 instalou-se a Assembleia Constituinte e a atual Constituição foi promulgada em 5 de outubro do ano seguinte. Ela encerrava a ditadura e fortalecia as bases democráticas.

Na primeira eleição direta depois de anos sem liderança política, uma geração que nunca tinha votado escolheu Fernando Collor, cujo discurso de campanha era o de varrer a corrupção e a “caça aos marajás”. Tal mote também fora usado por Jânio Quadros que renunciou, dando vez a João Goulart. O discurso de Collor não durou muito.Em 1992 foi tirado do poder por meio de um impeachment após denúncias de seu irmão Pedro e da confirmação de que fora beneficiado em transações ilícitas. O Rei era deposto.

Itamar Franco (PMDB), seu vice, assumiu. A inflação era alta e a corrupção persistia. Mudanças eram necessárias. O ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, pôs em prática o Plano Real, e foi eleito e reeleito implementando as etapas previstas para estabilização da moeda e controle da inflação.

 

A Era PT

Lula (PT) que tanto havia tentado se eleger finalmente se torna presidente sucedendo FHC e mantendo as propostas do Plano Real. Estabelece políticas sociais atendendo às necessidades dos menos favorecidos. Reelege-se com expressiva votação, apesar do envolvimento de seus partidários num grande processo de corrupção conhecido como Mensalão. Faz Dilma Rousseff (PT) sua sucessora. Mesmo sem o carisma de seu padrinho político, ela consegue se reeleger numa disputada eleição. A Rainha permanece na sombra do Rei que não partiu.

Crises externas, crise do petróleo, agravamento de problemas na economia interna associados à falta de liderança política balançam novamente as bases da democracia. Com a Operação Lava Jato avançando sobre membros do governo, o povo vai as ruas repetidas vezes. Com o mote “Ou você vai ou ela fica”, milhões de pessoas pediram a saída da presidente, a prisão de Lula e a cassação do PT.  Na quarta-feira (16), Lula é anunciado chefe da Casa Civil. O Rei reassume com o consentimento da Rainha.

Em momentos de exaustão, como os que estão sendo vividos agora pelos brasileiros, muitos são os oportunistas que se apresentam como salvadores da pátria. E a frágil República balança.

Vive o Brasil uma nova ruptura? A Rainha e o Rei serão expulsos? Vão partir? Reinarão? Quem serão os exilados? Só o tempo dirá.

 


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