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Cidades

Morre uma estrela

  • Redação
  • 29/04/2020
  • 20:24

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Nem Pafa´s, nem Tarantela. Piantella, sim.

O Piantella era assim: Um novíssimo rico a cada dia. No bar, devorava com altivez umas dez reputações por mês. Podia não ser a casa da mãe Joana, mas tinha uma boa briga por semana.

O Piantela era assim: Fazia, como outrora, um negocinho político a cada hora. (Silvestre Gorgulho). Ninguém conseguia entender mais do Piantella do que a figura emblemática que durante anos fez daquele lugar um ambiente de conchavos políticos, traições, nomeações, demissões e outras cositas más.

Este é o nome: Marco Aurélio Costa. 

Marco Aurélio soube, como ninguém, transitar dentro daquele “serpentário político”, onde as cobras criadas se reuniam, entre goles e acepipes, para  tramar a aprovação de  temas de interesse nacional, regional ou pessoal.

Ulysses Guimarães, capitaneando seus companheiros de lutas, sentava-se à mesa para discutir o futuro do Brasil. Ali nasceram as Diretas-Já e a nossa Constituição Cidadã, nossa liberdade, e outros tantos temas de interesse da sociedade.

Nelson Carneiro lutava pela aprovação do divórcio. Dante de Oliveira propôs a Emenda Constitucional nº 5, que restabelecia eleições diretas para Presidente da República

Foto histórica da turma do Piantella

Assim, entre tantos fatos relevantes, o Piantella se movimentava, dando ritmo e vida às conversas através da famosas Petições Auriculares. No Piantella, se reuniam os três Poderes da República, sob a vigilância da imprensa, o Quarto Poder.

Era um covil de cobras criadas. Lá, os Jornalistas pescavam as informações para fazer o fechamento diário dos jornais de grande circulação. Uma fonte de informação valiosa dentro de um pequeno espaço – o bar.

O Piantella tinha a capacidade de receber todos que de alguma forma tinham interesse em dar algum palpite na condução dos destinos do Brasil.

Também havia a figura do Papagaio de Pirata, sempre presente em qualquer ambiente que se preza. Pasmem! até petistas se abotelavam para provar daquilo que tanto criticavam: “O indescritível prazer de sorver um bom wisky e degustar um Frango a Kiev, um Fettuccine ao Camarão e outros tantos pratos de um cardápio sofisticado”. Eram os novos donos do poder.

Tive a oportunidade de frequentar restaurantes renomados mundo afora. E sempre dizia: Não existe no mundo uma cozinha igual à do Piantella. 

Ali o cozinheiro fazia chover e fazer sol: Qualquer pedido saía. E bem elaborado. Não era linha de montagem. Era fazer de pronto.

Como frequentador do bar do restaurante, sentado à mesa 112 (extinta pela arquiteta que fez a penúltima reforma), fui um observador privilegiado do que acontecia naquele ambiente de negociação política e de negócios – alguns não muito republicanos. Fazia parte daquele universo e dos costumes enraizados na Capital.

Vi brigas de namorados e de casais, de políticos, de advogados, de ministros de Estado. Aquilo era  um caldeirão fumengante.

Ao final do “expediente” era uma paz ensurdecedora. Nada igual, em lugar nenhum!

Os restaurantes tradicionais nas grandes metrópoles e no exterior são originários de famílias, como era o Piantella.

E o que deu errado no Piantella? 

No meu entendimento, a causa principal foi a gestão de algumas pessoas com dinheiro e sem conhecimento de como se administra o dia a dia de um restaurante.

O restaurante é um sarcedócio. Tem que rezar muito para que as engrenagens não emperrem. Lá, o homem da montolia foi embora e as engrenagem enferrujaram.

Brasília tem uma cultura de que um cursinho de culinária é suficiente para abrir um restaurante. Não é!!!

Cozinha é um bicho danado. Tem que ter mão, olhar e carinho para aquilo que mais satisfaz: Um bom prato.

Após a saída do Mestre Marco Aurélio, o Piantella passou a ser dirigido por amadores. E o único Amador que teve sucesso foi o Amador Aguiar, do Brasdesco.

Poderia escrever um livro sobre os acontecimentos que presenciei e participei no Piantella. 

Porém, por questão pessoal e de respeito às pessoas, deixo de alongar o tema.

Tenho recebido sugestões de alguns amigos para colocar o Piantella novamente em pé.

Sempre lhes digo: O problema do Piantella pode ser até investimento. Mas, sem o seu idealizador, aquele lugar dificilmente alguém terá sucesso. O Piantella se confunde com a figura de Marco Aurélio Costa, que sempre nos acolheu bem, até quando estávamos duros.

Me pergunto desde terça-feira: Quando a quarentena terminar, onde vamos nos reunir, para contar e ouvir causos, inclusive, sobre a pandemia, e de como um Presidente mal educado tem tratado a nossa população.

Não se enganem: Haverá muitos causos para serem contados e ouvidos – alguns verdadeiros, outros nem tanto.

Marco Aurelio, sou um grande admirador do seu esforço em manter vivo o Piantella.

(*) Amigo do Marco Aurelio Costa

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