Ir para o conteúdo
Brasília Capital
Facebook X-twitter Instagram
  • Política
  • Cidades
  • Geral
  • Brasil
  • Esporte
  • Turismo
  • Colunistas
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Geral
  • Brasil
  • Esporte
  • Turismo
  • Colunistas
  • Pelaí
  • Versão impressa

Geral

Energia fotovoltaica não é limpa

  • Redação
  • 09/01/2020
  • 13:29

Compartilhe:

Usina de energia solar de São Sebastião. Foto: Reprodução

Na edição 445, o Brasília Capital publicou, sob o título “Uma luz limpa no fim do túnel”, matéria a respeito de uma usina fotovoltaica em São Sebastião, com a manchete de capa “Brasília já usa energia limpa na rede da CEB”. O texto me sensibilizou e despertou interesse em explanar alguns pontos:

Primeiro, quero parabenizar o idealizador do projeto, Felipe Octávio Kubitschek, pois além desta iniciativa revolucionar as Organizações Paulo Octavio, elevando a qualidade da empresa de seu pai, ao cumprir com a própria missão da organização no que diz respeito à sustentabilidade ambiental já podendo carregar o selo “7 – Energia Limpa e Acessível” dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, este caminho que resolveu trilhar é pleno e não há outra opção para a humanidade a não ser cumprir com os planos de ação da Agenda 2030 da ONU. Tenho certeza que JK está orgulhoso do seu bisneto.

Em segundo lugar, pergunto: Podemos chamar uma usina de energia solar de “energia limpa”? Não nos deixemos iludir. Em tudo na vida existe ônus e bônus. Embora a energia solar seja considerada limpa e renovável, para transformar essa luz em energia elétrica, ou seja, a construção de uma usina fotovoltaica, gera impactos ambientais que prejudicam o meio ambiente, assim como qualquer empreendimento que necessite desmatar uma área para sua construção.

Ainda devemos considerar a proveniência dos materiais que compõem a tecnologia empregada (metais, plásticos, vidros, etc.) que são produtos da mineração, extração de petróleo, indústrias, etc, assim como, a mão de obra utilizada para produção nos países de origem, no caso a China, que é reconhecida por violar direitos trabalhistas e humanos.

Usina de energia solar de São Sebastião. Foto: Reprodução

Na imagem da usina de energia solar de São Sebastião, percebemos que a área foi completamente desmatada e impermeabilizada, indicando que o empreendimento não se ateve às questões de mudanças climáticas, pois contribuiu para a emissão de carbono para a atmosfera e promoveu a redução de área de infiltração de águas de chuva para a recarga dos aquíferos em São Sebastião, região abastecida por água de poços, cuja exploração já está esgotada e não se expedem mais outorgas de uso de recursos hídricos subterrâneos.

Analisando todos estes fatores visando à implantação da usina, a energia gerada não é limpa, pois devastou para ser implantada, assim como uma hidrelétrica que inunda vasta área para seu reservatório de água. Neste sentido, ao considerar apenas a proporção da área que deveria ser desmatada para implantar uma usina de energia solar que atenda a mesma oferta de energia que uma hidrelétrica seria de milhares de hectares.

Nestas circunstâncias, a hidrelétrica continua tendo melhor custo-benefício, inclusive ambiental, tendo em vista o manancial que a hidrelétrica mantém no reservatório. Não se deve esquecer, porém, do capital de biodiversidade (ecossistemas, espécies e genes) que se perde para se construir uma hidrelétrica, muitos ainda desconhecidos pela ciência.

Alternativas – O grupo Paulo Octávio é, sem sombra de dúvida, um dos gigantes da construção civil do DF, com patrimônio imobiliário imensurável. Uma alternativa à planta fotovoltaica de São Sebastião seria o aproveitamento dos telhados das edificações de sua propriedade localizados em todo o DF com a implantação de painéis solares para geração de energia para consumo ou venda para a CEB.

A expansão desta proposta poderia ser feita por meio de parceria da empresa com o Governo, que poderia aplicar os valores de compensação ambiental da empresa para a instalação dos painéis de energia solar em edifícios públicos, tais como ministérios, na sede da CEB, escolas públicas, parques do Brasília Ambiental – IBRAM, Parque da Cidade, hospitais e postos de saúde, delegacias, etc.

A Natureza vem dando sinais aos excessos da humanidade. Segundo a Global Footprint Network, o Planeta Terra atingiu em 29/07/2019, uma sobrecarga de exploração dos recursos naturais, os quais a humanidade consome mais do que a capacidade do Planeta se regenerar. Isso é no mínimo alarmante, beirando o desesperador!

E este projeto sustentável vindo de uma das maiores empresas do ramo de construção civil do DF traz esperança, já que a consciência ambiental deve começar dentro de casa. Mas as casas precisam estar adaptadas para tal. Desta forma, com o pilar da sustentabilidade fortalecendo os negócios das Organizações Paulo Octávio “eu vejo a vida melhor no futuro”.

Que este projeto de usina de energia solar seja apenas o início de novas ideias e que incentive outras empresas do ramo da construção civil também, pois, aliados às energias renováveis, que podem abastecer estabelecimentos com eletricidade, vários outros feitos podem associar a construção civil à sustentabilidade (captação e armazenamento da água da chuva, reuso de água cinza, gestão de resíduos sólidos, etc.).

O renomado professor do ITA e da Universidade de Brasília, com 40 anos de docência, Flamínio Levy Neto, no seu livro “Energias Renováveis: Atitudes Sustentáveis” sugere soluções para as questões energéticas e ambientais amplamente inter-relacionadas.

Não podemos deixar que os governos banalizem estas questões. É questão de sobrevivência, de permanência da espécie humana e interrupção da extinção de outras espécies. “É urgentemente necessário tomar medidas ousadas e transformadoras”.

Temos ao nosso alcance o prognóstico com todas as ações para uma vida em harmonia ecossocial, a AGENDA 2030 com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. É o que há de mais moderno e promissor!

(*) Tecnólogo em Gestão Ambiental – Criador e executor do Projeto Reflorir

Compartilhe essa notícia:

Picture of Redação

Redação

Colunas

Orlando Pontes

Orlando Pontes

Administração de Taguatinga terá novo endereço

Caroline Romeiro

Caroline Romeiro

Por que a nutrição virou protagonista no futebol?

José Matos

José Matos

Parábolas para mudar a sua vida – I

Carlos Alenquer

A grande depressão e a comida jogada fora

Júlio Miragaya

Júlio Miragaya

O coração do mundo

Chico Sant'Anna

Ferrovia 3 em 1 para ligar Brasília ao Entorno Sul

Tersandro Vilela

Tesandro Vilela

Cresce uso da IA por estudantes brasileiros

Júlio Pontes

Júlio Pontes

“Lá no céu de Brasília estrelas irão cair”

Últimas Notícias

Famílias selecionadas para o DF Social têm até quinta (25) para abrir conta no BRB

23 de setembro de 2025

Seminário jurídico debate novo marco legal dos seguros

23 de setembro de 2025

Administração de Taguatinga terá novo endereço

22 de setembro de 2025

Celina Leão participa da abertura dos Jogos dos Institutos Federais

22 de setembro de 2025

Newsletter

Siga-nos

Facebook X-twitter Instagram
Brasília Capital

Sobre

  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão Impressa
  • Expediente
  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão Impressa
  • Expediente

Blogs

  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade
  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade

Colunas

  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
Facebook X-twitter Instagram
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

© Copyright 2011-2025 Brasília Capital Produtora e Editora de Jornais e Revistas LTDA.