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Desinformação não pode ser uma doença contagiosa

  • Orlando Pontes
  • 27/03/2020
  • 11:41

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Presidente ataca jornalistas mas inclui a Comunicação como essencial na prevenção à Covid-19. Foto: Carolina Antunes/Agência Brasil

Em meio à pandemia do novo Coronavírus, a quase totalidade da população mundial está constantemente ligada nos veículos de comunicação. Portanto, a Comunicação é, mais do que nunca, essencial para a preservação de vidas, informando e esclarecendo as pessoas acerca dos riscos da pandemia e de como se proteger da doença.

Não é à toa o aumento do “consumo” de comunicação neste período. A audiência de todos os veículos cresceu e as pesquisas mostram que a população confia na imprensa mais do que nos governantes. A covid-19 assusta e a mortalidade cresce a cada dia, obrigando as pessoas conscientes a não sair de casa. E no Brasil, contrariando o Presidente da República, um dos grandes responsáveis por essa formação de consciência na população é a imprensa.

A confiança nos órgãos de imprensa foi medida por uma pesquisa do Datafolha no dia 23 de março. As TVs são confiáveis para 61% dos brasileiros. Os jornais impressos transmitem confiança para 56%. Já as redes sociais (Facebook e WhatsApp), ambiente preferido de Jair Bolsonaro e seu gabinete do ódio, têm índice de sofríveis 12%.

O chefe do Executivo, que a esta altura não lidera o conjunto da Nação e governa apenas para o seu nicho, vai na contramão do mundo e prefere usar seus espaços de fala para criticar a imprensa. A contradição é que ele mesmo, em decreto publicado no dia 22 de março, tornou a atividade como serviço essencial. Ou seja, jornalistas, mesmo com risco de morte, devem trabalhar.

O decreto obriga todos os meios de comunicação e divulgação disponíveis a se manterem em pleno funcionamento. E como os veículos se sustentarão durante o período em que as empresas privadas estarão com suas atividades suspensas e poupando recursos para outros compromissos que não incluem a propaganda de seus produtos? No Brasil, eles dependem, em muito da publicidade oficial, de governos e órgãos públicos.

Nos EUA, onde o Coronavírus já matou XX pessoas, a Interactive Advertising Bureau (IAB), associação do mercado da publicidade, que reúne as gigantes Google e Facebook, fez um apelo às empresas para alertar para a necessidade econômica dos veículos de comunicação: “Todo dólar que você gastar em sites noticiosos de credibilidade ajuda a salvar vidas”.

Além do medo de contrair a doença, o medo do desemprego também assola os brasileiros. Os prejuízos econômicos são notórios. Por isso, políticos se movimentam na tentativa de aparecer como salvadores da Pátria, o que ficou claro na última quinta-feira (26) quando a Câmara dos Deputados aprovou auxílio-financeiro de R$ 600 às pessoas em estado de vulnerabilidade.

No cenário local, a Câmara Legislativa avalia um pedido do Governo do Distrito Federal de suplementar o orçamento da Secretaria de Comunicação Social. Esta verba é fundamental para que o GDF possa prosseguir o excelente trabalho que o governador Ibaneis Rocha (MDB) vem fazendo na prevenção à Covid-19. Vale lembrar, por exemplo, que ele foi o primeiro chefe de Executivo estadual a suspender as aulas nas escolas públicas e particulares.

Deputada não compreende o papel da imprensa no combate ao Coronavírus. Foto: Lorrane Oliveira/Brasília Capital

Porém, a proposição encontra algumas resistências de parlamentares talvez mais preocupados com a próxima eleição do que com a saúde e o bem-estar da população. A deputada Júlia Lucy (Novo) aproveitou a reunião virtual da Câmara Legislativa para dizer que a imprensa, de forma “orgânica”, já presta este serviço. Um verdadeiro ataque à saúde dos veículos de comunicação.

A esperança dos profissionais e dos veículos de comunicação do DF é de que a desinformação de Júlia Lucy, ao contrário da Covid-19, não seja contagiosa. E que seus pares entendam a importância da Comunicação neste momento crucial da vida nacional e, especialmente, para a preservação de vidas na Capital da República.

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