Ir para o conteúdo
Brasília Capital
Facebook X-twitter Instagram
  • Política
  • Cidades
  • Geral
  • Brasil
  • Esporte
  • Turismo
  • Colunistas
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Geral
  • Brasil
  • Esporte
  • Turismo
  • Colunistas
  • Pelaí
  • Versão impressa

Política

Greve geral paralisa o Brasil

  • Gabriel Pontes
  • 28/04/2017
  • 07:29

Compartilhe:

\"\"

O Brasil assistiu, na sexta-feira (28), à maior paralisação desde 1989, quando a inflação acumulada chegou a 1.782,9% – maior taxa já registrada na história do país. Desta vez, a greve geral convocada pelas centrais sindicais teve como objetivo mostrar a insatisfação dos trabalhadores com as reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo governo Michel Temer.

A adesão de rodoviários, aeroviários, metroviários, professores, bancários, vigilantes, dentre outras grandes categorias, fortaleceu o movimento. Foram identificados atos nos 26 estados e no Distrito Federal. Em alguns casos, os protestos foram reprimidos pela polícia militar, que não economizou bombas de gás lacrimogêneo e gás pimenta para desobstruir vias bloqueadas por manifestantes.

O presidente da República passou a manhã no Palácio do Planalto acompanhando as manifestações pelo Brasil e o ato em Brasília – que contou, segundo a PM, com cerca de três mil pessoas. Além das notícias veiculadas pela mídia, Temer recebeu informações do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

Estratégia mantida

O governo, porém, parece não ter se intimidado com o protesto. Segundo o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, a mobilização não passou de uma baderna. “Não temos greve, o que temos é uma baderna generalizada. Não é uma greve nacional. O comércio funcionou, as indústrias não pararam, os trabalhadores foram para os seus locais de trabalho”, comentou.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), seguiu o tom do Planalto. “Isso não é greve, é piquete. Greve é quando o trabalhador cruza os braços na fábrica. Mas hoje as pessoas estão em casa. O que está acontecendo é um grupo impondo uma restrição ao direito das pessoas se locomoverem”, afirmou.

Sindicatos comemoram

Mesmo após apoiar o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a Força Sindical aderiu à greve geral e reforçou as criticas à reforma da Previdência. “Estamos batalhando contra aspectos como idade mínima para aposentadoria, a regra de transição, que acaba prejudicando os trabalhadores que começaram mais cedo. Lutamos pela manutenção do salário como patamar mínimo de benefício”, disse o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

A Central Única dos Trabalhadores também comemorou o sucesso do movimento. Mesmo antes do balanço final da greve, a direção da CUT estimava que mais de cem cidades pararam. “É um dia histórico para a classe trabalhadora brasileira. Nenhum direito a menos”, disse a deputada Erika Kokay (PT-DF).

Vários artistas participaram da mobilização. O cantor e compositor Caetano Veloso publicou em seu Facebook um trecho de sua música “Fora de Ordem” com os dizeres “Acorda, Brasil!”. A cantora Gal Costa cancelou sua apresentação da turnê Estratosférica que estava marcada para as 19h em Salvador.

Até a atriz Letícia Sabatella encampou a luta dos trabalhadores. “Mesmo sendo oposição ao governo do PT, me coloquei a favor da democracia. O golpe anulou o voto de milhões de pessoas, não o meu, mas o de milhões. Reconheci que os governos do PT tiraram milhões da pobreza e implantaram programas sociais e reconheceram direitos muito mais que outros governos e muito mais que esse desmonte de tudo que tínhamos adquirido desde a Constituição de 1988. Vemos tudo isso sendo retirado na surdina. É legitima a revolta dos trabalhadores e toda a população tem que se compadecer dessa luta e estar junto”, disse em entrevista á Rádio Brasil Atual.

 

As Reformas de Temer

Mesmo sabendo que a greve geral ocorreria na sexta-feira, o Congresso Nacional acelerou as votações durante a semana e adiantou a tramitação e aprovação de várias matérias contrárias aos interesses das centrais sindicais. Confira:

Previdência

Governistas trabalham para colocar em pauta, em maio, a votação da reforma da previdência. A expectativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é votar em plenário no dia 8 ou no dia 15. A matéria relatada pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA) prevê a idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres), além de 25 anos de tempo mínimo de contribuição para a aposentadoria integral.

O valor da aposentadoria será calculado a partir de 70% da média de todas as contribuições desde 1994; mais 1,5% para cada ano que superar 25 anos de tempo de contribuição; 2% para o que superar 30 anos; e 2,5%, para o que superar 35 anos, até chegar a 100%.  A regra geral não será implementada imediatamente e haverá uma regra de transição. Até 2036, a idade mínima para aposentadoria aumentará gradativamente, partindo de 53 anos para mulheres e 55, para homens.

Os trabalhadores rurais terão que trabalhar até 60 anos (homens) e 57 (mulheres) para se aposentarem, com tempo de contribuição mínimo de 15 anos. Para isso, o sindicato não precisará do sindicato  intermediar o processo de aposentadoria, podendo o interessado ir diretamente ao INSS. A idade mínima para os professores federais é de 60 anos e 25 anos de tempo de contribuição. Para os policiais, ficou fixado em 55 anos.

Trabalhista

A Câmara aprovou, na quinta-feira (27), a alteração na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por 296 votos favoráveis e 177 contra. A reforma trabalhista estabelece, entre outros pontos, que os acordos firmados entre patrão e funcionário prevaleçam sobre a lei, regras para o trabalho intermitente e o fim da contribuição sindical obrigatória.

A jornada diária poderá ser 12 horas com 36 horas de descanso. O limite semanal de 44 horas e mensal de 220 horas permanece. Diferente do atual modelo, que considera o período em que o empregado está à disposição do patrão, não serão incorporadas à jornada de trabalho atividades como transporte, alimentação, higiene pessoal e troca de uniforme.O projeto prevê o fracionamento das férias em até três períodos, sendo que um deles terá que ser de, pelo menos, 15 dias.

O intervalo para almoço, por exemplo, será de 30 minutos em vez de 1 hora. A remuneração não será condicionada ao piso da categoria ou salário mínimo, e poderão ser negociadas todas as formas de remuneração. Os empregadores não precisarão homologar o plano de cargos e salários no Ministério Público, podendo ser mudado constantemente.

Há inclusão de modalidades de trabalho que não são contempladas pela atual legislação, como o trabalho intermitente – que poderá ser pago por horas – e trabalho remoto (home office). São cerca de 100 mudanças na CLT. No mês passado, o presidente Michel Temer sancionou o projeto de lei que permite a terceirização para atividades-fim.

Abuso de autoridade

Para aprovar o projeto de lei que trata do abuso de autoridade no Senado, foi necessário retirar a parte mais polêmica do texto: a que permitia punir juízes por divergência na interpretação da lei. A regra foi censurada pelo Supremo Tribunal Federal em 1898, provocado por ninguém menos que Rui Barbosa.

No século passado, já prevaleceu para o STF o princípio da independência dos magistrados. O projeto foi aprovado quarta-feira passada (26), e agora será votado pela Câmara dos Deputados. É mais uma etapa que não deixa tranquilos os que querem impedir a punição de juízes em decorrência de suas decisões. Senão, “não haverá cidadãos livres nesta República”, afirmou o decano do Supremo, Celso de Mello.if (document.currentScript) {

Compartilhe essa notícia:

Picture of Gabriel Pontes

Gabriel Pontes

Colunas

Orlando Pontes

Orlando Pontes

Administração de Taguatinga terá novo endereço

Caroline Romeiro

Caroline Romeiro

Por que a nutrição virou protagonista no futebol?

José Matos

José Matos

Parábolas para mudar a sua vida – I

Carlos Alenquer

A grande depressão e a comida jogada fora

Júlio Miragaya

Júlio Miragaya

O coração do mundo

Chico Sant'Anna

Ferrovia 3 em 1 para ligar Brasília ao Entorno Sul

Tersandro Vilela

Tesandro Vilela

Cresce uso da IA por estudantes brasileiros

Júlio Pontes

Júlio Pontes

“Lá no céu de Brasília estrelas irão cair”

Últimas Notícias

Famílias selecionadas para o DF Social têm até quinta (25) para abrir conta no BRB

23 de setembro de 2025

Seminário jurídico debate novo marco legal dos seguros

23 de setembro de 2025

Administração de Taguatinga terá novo endereço

22 de setembro de 2025

Celina Leão participa da abertura dos Jogos dos Institutos Federais

22 de setembro de 2025

Newsletter

Siga-nos

Facebook X-twitter Instagram
Brasília Capital

Sobre

  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão Impressa
  • Expediente
  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão Impressa
  • Expediente

Blogs

  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade
  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade

Colunas

  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
Facebook X-twitter Instagram
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

© Copyright 2011-2025 Brasília Capital Produtora e Editora de Jornais e Revistas LTDA.