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A poesia na berlinda

  • Redação
  • 27/01/2017
  • 00:54

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Quando comecei a interessar-me pela arte de fazer poemas, poesia caracterizava-se por rima e métrica, com as sílabas aritmeticamente ajustadas, o que impedia ao autor recorrer ao som nasal ão, para rimar coração com pão. E o bom poeta era aquele que conseguia compor sonetos rigorosamente dentro das regras, o que não incluíam as obras classificadas de condoreiras, a exemplo de O Livro e a América, de Castro Alves, na qual uma das estrofes exalta o escritor:

“Oh! Bendito o que semeia / Livros à mão cheia / E manda o povo pensar! / O livro, caindo n´alma / É germe, que faz a palma, / É chuva que faz o mar…”

No que diz respeito aos sonetos, há milhares e excelentes, até porque o Brasil é o rico celeiro de poetas no campus internacional. Do meu preferido poetinha Vinicius de Moraes, destaco as duas últimas estrofes do Soneto da Hora Final:

“Ao transpor as fronteiras do segredo / Eu, calmo, te direi: − Não tenhas medo! / E tu, tranquila, me dirás:  − Sê forte! / E como dois antigos namorados, / Noturnamente tristes e enlaçados, / Nós entraremos no jardim da morte!”

Ou de Olavo Bilac, O Soneto XIII:

“Ora (direis), ouvir estrelas! Certo, / Perdeste o senso. E eu vos direi, no entanto, / Que, para ouvi-las, muita vez desperto / E abro as janelas, pálido de espanto…”

Após a fase dos sonetos, prevaleceram os chamados versos livres, que não seguem o padrão da métrica ou da rima e que se caracterizam, segundo os críticos, pela “musicalidade”. Mas, pelo visto, há autores que, na minha modesta opinião, desafinam (*), conforme a colaboração publicada na última quinta-feira, 19, na coluna Tantas Palavras, do Correio Braziliense, editada pelo competente jornalista e poeta botafoguense José Carlos Vieira, sob o título Só Por Dizer:

“Eu comi as ameixas / que estavam / na geladeira / e que você, provavelmente, / guardara para o café. / Desculpe, / estavam deliciosas, / tão doces e tão frias”.

Aliás, eu também já tive a coragem de vercejar de pé quebrado. E me lembro do final de um verso:

“A nossa casa, querida, será toda coberta de beijos!”

Pelo menos, ao acionar a flecha, acertei na mosca do alvo do futuro: a nossa casa, hoje, é toda coberta de beijos, querida!

 

(*) Mil desculpas ao autor por enquadrar o seu texto como desafinado, proferido por alguém que não entende lhufas de sonoridade musical: eu. 

 

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