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Cidades

Animais abandonados aguardam adoção no Centro de Zoonoses

  • Redação
  • 05/01/2017
  • 10:43

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                                                                    Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

 

 

Por trás das jaulas do Centro de Controle de Zoonoses do Distrito Federal, animais abandonados, resgatados por maus-tratos ou que estavam com risco de doenças esperam por novos donos. Apesar de não ter a função de abrigo, o local acolhe bichos e faz a mediação para que eles encontrem um lar.

O centro existe para identificar e controlar doenças virais que sejam problemas de saúde pública, como a raiva e a leishmaniose. “Os animais saudáveis chegam por motivos variados, como em retirada de invasões, quando as pessoas os deixam para trás”, explica o médico-veterinário da Diretoria de Vigilância Ambiental, da Secretaria de Saúde, Laurício Monteiro. “É importante que o novo dono tenha consciência sobre a guarda responsável”, alerta.

Condições

Para adotar, basta ser maior de 18 anos e comprometer-se a cuidar do cão ou do gato, por meio da assinatura de um termo de posse. Isso significa que o proprietário terá que garantir os cuidados do animal, como alimentação, abrigo, assistência veterinária e lazer.

Até quarta-feira (4), havia 24 bichos disponíveis para adoção: dez cães adultos e 14 gatos filhotes. Eles permanecerão abrigados até que alguém os queira. É o caso de um pitbull macho com problemas degenerativos na córnea, encontrado em agosto, quando invadiu o Centro Educacional 2 de Planaltina. “Como ele tem temperamento forte, as pessoas não têm tanto interesse, mas pode ser recuperado e tem potencial para que a condição visual regrida”, explica Monteiro.

Doenças

Do total de bichos saudáveis e fora do risco de doenças virais, há dois cães que ainda inspiram cuidados. Uma das seis cadelas adultas tem tumor venéreo transmissível (TVT), um tipo de câncer canino sexualmente contagioso e que não afeta humanos. “Caso ela seja levada, garantimos mais cinco doses do tratamento de quimioterapia”, diz Monteiro. Outra disponível para adoção está com miíase cutânea, um tipo de ferida, mas também pode ser levada sem oferecer riscos maiores.

Função do Centro

Criado em 1978, o centro pertencente à Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde é responsável pela vigilância e pelo controle de doenças virais como raiva, leishmaniose, hantavirose, leptospirose e febre amarela. Além dos cães e dos gatos, morcegos, roedores, pombos e macacos são testados e mapeados regularmente pelo órgão. O local é dividido em laboratórios e setores específicos para cada tipo de bicho e enfermidade.

Após recolhidos, os animais passam por testes. Aqueles comprovadamente saudáveis são vacinados e colocados para adoção. Enquanto esperam por um dono, os bichos recebem alimentação e limpeza diária nas jaulas. Caso chegue algum sem sintomas de doenças virais, os funcionários orientam as pessoas a procurarem abrigos e organizações não governamentais (ONGs) responsáveis por esse trabalho de proteção.

Pesquisas

Dois veículos são usados para coleta de animais doentes ou que apresentam risco — como cachorros agressivos que invadem casas e áreas públicas. Os carros devem ser acionados apenas quando houver risco à saúde pública, a exemplo de cães sob suspeita de contaminação com leishmaniose ou raiva e que tiveram contato com outros bichos em condomínios, por exemplo.

O Centro de Controle de Zoonoses do DF também tem parceria com acadêmicos e pesquisadores da área veterinária da Universidade de Brasília (UnB) e apoia o desenvolvimento de pesquisas e programas de educação em saúde pública.

Vacinação

Para minorar o risco de transmissão da leishmaniose, que acomete cães, o centro faz exame de sangue gratuito, de segunda a sexta-feira, das 8 às 15 horas, e que detecta a doença em 40 minutos. Em caso positivo, o teste é repetido. Se houver a confirmação e o dono permitir, sacrifica-se o cachorro, como recomenda o Ministério da Saúde.

 

No caso da raiva, no local funciona também um posto de vacinação gratuita, das 8 às 15 horas, de segunda a sexta-feira. Há outros sete locais (veja lista abaixo) em que os animais podem receber a vacina antirrábica sem custo, além de campanhas de vacinação anual nas áreas urbana e rural do DF. Graças a essa medida, os últimos casos de raiva no DF foram registrados em 2000, em cães, e em 2001, em gatos.

 

Fonte: Agência Brasília

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