Uma mulher de 80 anos morreu de H1N1 em fevereiro último. A vítima, moradora de Águas Claras, estava internada em um hospital particular. Ela ficou três dias hospitalizada. De acordo com o Governo do Distrito Federal, a suspeita é que ela tenha contraído a doença em casa. A Secretaria de Saúde foi informada sobre o falecimento na quinta-feira (31/3).
Até agora, o DF registrou 15 casos de contaminação por H1N1, sendo 8 graves. Foram três casos em crianças com menos de cinco anos, quatro casos em pessoas entre 15 e 49 anos e a morte da idosa, que aconteceu em 13 fevereiro. O número é maior que o mesmo período dos últimos anos. Em 2015, não houve nenhuma detecção e, em 2014, foram 21 casos em 12 meses, com cinco mortes.
Os casos registrados em 2016 aconteceram em Santa Maria, Gama, São Sebastião, Riacho Fundo, Samambaia e Águas Claras. A Secretaria de Saúde dará início a uma campanha de vacinação contra o vírus influenza H1N1. Batizada de Dia D, a ação visa imunizar cerca de 600 mil pessoas de grupos de risco: idosos, grávidas, crianças de até 1 ano, encarcerados e profissionais de saúde.
Combate
O Ministério da Saúde vai disponibilizar 300 mil doses da vacina contra H1N1 em 30 de abril, quando começa a campanha de nacional de imunização contra o vírus. O órgão vai disponibilizar, posteriormente, outras 300 mil doses.
A Secretaria de Saúde equipará 16 unidades de saúde com medicamentos para combater a doença. O tratamento, para ser efetivo, tem que começar em até 48 horas após o início dos sintomas, mesmo que a doença ainda não esteja comprovada. Para confirmação da contaminação, são feitos testes com coletas de fluidos encaminhados a um laboratório da rede pública de saúde. O exame leva uma semana para ficar pronto.
A transmissão do H1N1 acontece de pessoa para pessoa, através das vias respiratórias. Os sintomas são febre acima de 37,8°C, garganta inflamada, nariz escorrendo, tosse seca, rouquidão, calafrios, mal-estar, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, diarreia e vômito. O paciente, no entanto, pode não apresentar o quadro completo.
O subsecretário de vigilância de saúde, Tiago Coelho, explica que a influenza agrega três tipos de vírus, sendo um deles o H1N1. “É preciso que fique claro, que além do H1N1, durante à campanha vacinal nós estaremos tratando os três tipos da gripe, o H1N1, o H3N2, e a influenza tipo B. Então em cada dose da vacina haverão três cepas responsáveis por lidar cada uma com um tipo do vírus específico”. Além disso, a gripe ainda pode ser classificada em três formas, a influenza tipo A e tipo B, estágios mais agudos da doença, e influenza tipo C, que corresponde á uma gripe mais branda.