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Como erguer as ruínas do SUS?

  • Redação
  • 08/11/2022
  • 09:56

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Fátima de Sousa – Foto: Reprodução

Maria Fátima de Sousa (*)

O desmonte causado ao Sistema Único de Saúde (SUS), respeitado em todo o mundo e cuja grandeza foi comprovada durante a pandemia ao salvar centenas de milhares de vidas, com exceção daquelas negligenciadas pelo Estado – será recuperado com a volta do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao poder nacional. Essa é nossa esperança. Vários são os caminhos, mas é vital recomeçar por seis deles, os quais enumero.

Primeiro, qualificar o pacto federativo no entorno das agendas prioritárias à consolidação do SUS e tomar com experiência a disposição política que foi criar o Consórcio do Nordeste durante a maior crise da saúde pública dos últimos 100 anos. A tripartite deverá ser fortalecida, pois é nesta mesa que se sentam os gestores dos governos federal, estaduais e municipais, com efeitos reais de um federalismo, cooperativo e horizontalizado.

Segundo, enfrentar a questão do financiamento do SUS, situação que nunca foi resolvida nesses 33 anos de sua existência, ainda que a Constituição de 1988 determine que as três esferas de governo financiem o sistema, gerando receita necessária para custear as despesas com ações e serviços públicos de saúde.

A cada ano há cortes no orçamento da saúde. Em nome da estabilidade fiscal, a sangria tem várias veias, a exemplo da EC/99 do teto de gasto, a retirada dos recursos oriundos do Pré-Sal, a PEC Emergencial, que tirou recursos da saúde para pagamento de juros da dívida pública (receitas que alimentam os chamados “fundos públicos do Executivo), e os incentivos fiscais para seguradoras de saúde. Um garrote que amarrou em cinco anos (2018-2022) mais de R$ 48 bilhões.

Terceiro, é preciso investir numa política de pessoal, criando uma carreira típica de estado para os profissionais da saúde, com uma carreira e mobilidade nacional, pactuada entre os três níveis de gestão do SUS.

Quarta, ampliar a cobertura da Estratégia Saúde da Família e dos agentes comunitários de saúde, como base estruturante da Atenção Primária em Saúde, configurando-se em Redes Integradas, reconfigurando os processos de regionalização com planejamentos territoriais concretos, com vistas a superarmos a fragmentação da gestão e da atenção à saúde.

Quinto, investir no Complexo Econômico e Industrial da Saúde, colocando o setor saúde como um dos pilares da reindustrialização ao desenvolvimento econômico do pais, fortalecendo as instituições de ensino, pesquisa e inovação

Sexto, requalificar a relação do SUS com parceiros privados, tanto as Santas Casas, hospitais filantrópicos, como as seguradoras dos planos de saúde. Afinal, não é suficiente reajustar a tabela de procedimentos do SUS, uma herança maldita dos anos 80 do velho Inamps. É preciso criar alternativas de planejamento e orçamento integrado, rumo à produção social de saúde, com indicadores de saúde e vida à população dos diferentes municípios brasileiros.

Assim, estaremos prontos para reerguer as ruinas do SUS e cuidarmos, com responsabilidade sanitária, das políticas publicas de atenção à saúde da mulher, da população LGBTQIAP+, negros, indígenas, trabalhadores, pessoas vivendo em situação de rua, privadas de liberdade, usuárias de álcool e outras drogas (saúde mental), segurança alimentar e nutricional.

Somente assim, podemos dizer que estamos cuidando, com dignidade, da saúde do nosso povo, com a participação direta do controle social. Eis o desafio do presidente Lula.

(*) Professora da Faculdade de Saúde da UnB

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