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O Ippon no presidente do Comitê Organizador das Olimpíadas de Tóquio

  • Redação
  • 14/02/2021
  • 15:11

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Apesar de nos aproximarmos da triste marca de três milhões de óbitos, o mundo não parou diante da pandemia da covid-19. Em 2020, a cidade de Tóquio sediaria a 32ª olimpíada da era moderna. Entretanto, em razão da pandemia e devido a reações de atletas, de países competidores e da própria comunidade japonesa, a data foi prorrogada para julho do ano corrente.

O Japão vem driblando adversidades, e após a fixação da data do evento, na sexta-feira (12), o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Yoshiro Mori, chafurdou, após sua imprudente fala misógina e sexista.

Yoshiro foi primeiro-ministro japonês (2000-2001) e, apesar de já ter liderado uma grande potência, suas declarações discriminatórias denotam a não percepção da magnitude do cargo que ocupava e o verdadeiro sentido dos jogos. Em suma, o representante vociferou que mulheres falam demais, são competitivas e irritantes, e que, no comitê organizador, todas sabem o seu lugar.

Talvez, se fosse prudente em seu colóquio, poderia ter rememorado o expoente que o esporte alcançou diante dos conflitos raciais que subsidiaram o movimento black lives matter. No ano passado, os Estados Unidos tornaram-se um campo de batalha após o episódio de violência policial envolvendo o negro George Floyd – o qual agonizou até o óbito. 

Contraponto ao evento, negros e brancos foram às ruas clamar por justiça e igualdade. Em consonância, atletas de alto rendimento, ou elite, de todas as raças e modalidades, deram um tom especial às manifestações, posicionando-se em desfavor das desigualdades, do racismo e paralisando suas atividades.

Uma palavra vincula as declarações do presidente do Comitê Olímpico e o movimento Vidas Negras Importam:preconceito. Sim, primeiro quanto às mulheres, as quais vêm galgando na sociedade japonesa, de forma letárgica, o caminho à igualdade. O segundo se refere à intolerância racial, a qual persiste de forma latente na ordem mundial vigente, subjugando afrodescendentes a uma condição subalterna, vil e desumana.

Em recente pesquisa, o Japão caiu para o 121º lugar no ranking de Igualdade de Gênero do Fórum Econômico Mundial, dentre 153 países, defasagem explicada pelas diferenças gritantes entre homens e mulheres dentro dos setores econômico e da saúde.

Mori provou do próprio veneno, ou melhor, morreu pela boca. O “cartola” não foi capaz de conceber o que estava representando: o esporte como expressão do ser, dogma do movimento humano, fonte de agregação entre os povos, sedimentado na mais sublime de sua manifestação, a Olimpíada.

Os jogos já foram usados e identificados como uma forma de manipulação, alienação, boicote de grandes potências e cancelados por guerras. Mas, com os novos posicionamentos da sua matéria-prima (os atletas),  passam a assumir um relevante papel de protagonismo das minorias.

Manifestações de competidores, governantes e da comunidade internacional compulsaram a aposentadoria do hostil dirigente. Ippon nele!

Os Jogos Olímpicos não deveriam acontecer, mas vão. Uma Olimpíada não se perfaz apenas de medalhas, resultados e heróis, mas também de muito dinheiro, marketing e lucro. O esporte não deve se calar diante, não só do preconceito, seja ele racial, de gênero, origem ou condição especial, mas de todas as mazelas que desequilibram a sociedade. 

Apesar de uma geração de atletas se considerar preterida com o adiamento do sonho olímpico, o mundo esportivo deveria se curvar diante de milhões de vidas perdidas e se pronunciar pela interrupção do evento, até que o SARS COV 2 seja debelado e possamos voltar a viver em harmonia. 

Seria prematuro tirar lições do pós-pandemia, pois ainda não a rechaçamos. Mas é fato que a nova roupagem do esporte de alto nível – de liderança, combativo, questionador – propiciará a sedimentação e a formação de uma nova geração de ídolos que driblam, arremessam, dirigem e golpeiam com a mesma tenacidade que os possibilitem a transmitir valores. 

Então, que Miraitowa, mascote dos jogos, entre em nossos lares de máscara, mãos lavadas e despida de preconceitos. 

(*) Delegado de Polícia e Professor de Educação Física

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