Ir para o conteúdo
Brasília Capital
Facebook X-twitter Instagram
  • Política
  • Cidades
  • Geral
  • Brasil
  • Esporte
  • Turismo
  • Colunistas
  • Pelaí
  • Versão impressa
  • Política
  • Cidades
  • Geral
  • Brasil
  • Esporte
  • Turismo
  • Colunistas
  • Pelaí
  • Versão impressa

Geral

A disparada dos lucros dos planos de saúde

  • Dr. Gutemberg
  • 18/01/2021
  • 09:00

Compartilhe:

Enquanto a maioria dos segmentos de atividades profissionais e empresariais lutou para continuar existindo, os planos de saúde tiveram um lucro financeiro recorde acumulado em R$ 15,9 bilhões até o terceiro trimestre de 2020. Para comparação, é bom ter em mente que o ganho financeiro no mesmo período de 2019 foi de R$ 9,2 bilhões. Um aumento de lucros de 66%, enquanto a economia do país e os salários naufragam.

Como isso aconteceu? Os usuários dos planos pagaram mensalidades, mas não foram aos consultórios, deixaram de fazer exames e cirurgias em função da pandemia da covid-19. Eos médicos e demais prestadores de serviço, por sua vez, não foram remunerados. Foi um ganho baseado em inércia e com reajustes mantidos por previsão contratual.

A perspectiva para 2021 é ainda melhor para os planos de saúde, mas nada boa para os usuários deles: reajustes podem representar aumentos de 25% a até mais que 100% das mensalidades praticadas até dezembro do ano passado.

Isso porque, a partir de janeiro, o usuário vai ter incorporado à sua mensalidade o reajuste suspenso em agosto do ano passado por 120 dias;as parcelas do reajuste suspensas parceladas em 12 vezes; e ainda o reajuste anual e por mudança de faixa etária referente a 2021, a partir da data de aniversário do contrato.

Embora as operadoras digam que os dados referentes ao lucro sejam parciais e que houve aumento da procura por atendimento no trimestre seguinte, mesmo havendo alguma redução, o lucro ainda será recorde. O aumento da demanda só vai justificar o índice de reajuste deste ano, que é baseado na chamada “sinistralidade”, ou simplesmente pelo quanto o serviço é usado no período de um ano.

Para os contratos individuais e familiares, que correspondem a menos que um quinto do total de beneficiários de planos de saúde (em torno de 47 milhões de vidas), o índice é definido pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e ficou em 8,4%. Os reajustes dos planos de grupos empresariais ou por adesão sempre são maiores, o que não será diferente este ano.

O aumento vai afetar de forma pesada os orçamentos das famílias ou simplesmente vai incapacitar a manutenção dos planos. Até para mudar para um mais barato, os usuários que não tiverem capacidade financeira de arcar com o aumento vão ter que cumprir novos prazos de carência e não terão acesso à mesma oferta de serviços.

Daí já se prevê duas consequências: uma é o aumento de demandas judiciais – a questão pode vir a ser mais um assunto em que o Supremo Tribunal Federal acabe intervindo. A outra é o aumento da demanda por atendimento no SUS, que já estará, se não colapsado, sobrecarregado com o atendimento represado durante a pandemia, quando a imensa maioria das cirurgias e tratamentos eletivos ficou suspensa.

Durante a pandemia, a situação de pacientes crônicos ou que já aguardavam procedimentos cirúrgicos não melhorou. Eles, no máximo, foram estabilizados ou assistiram impotentes ao agravamento de sua condição.

Com o desequilíbrio no setor da saúde suplementar, o lucro das empresas em descompasso com a realidade de usuários, prestadores de serviço, da saúde pública e do próprio conjunto da economia pode significar aumento de despesa (ou de desassistência) no SUS e no sistema Judiciário.

Sem o financiamento suficiente, o SUS volta a ser vilão e os planos de saúde seguem como um sonho de consumo da população e um oásis imaginário, uma miragem de prestação de assistência em saúde.

Essa situação merece atenção da área econômica e do Ministério da Saúde antes que se torne um novo drama. A pandemia nos colocou em uma situação de excepcionalidade e os planos de saúde devem, como todo o conjunto da população e das instituições, dar o seu quinhão de sacrifício pelo bem da coletividade.

O Estado, no entanto, não precisa intervir diretamente no mercado de planos de saúde ou da assistência privada para controlar preços ou impor índices de reajuste. O SUS, com financiamento adequado, gestão competente e transparente, e padrão de atendimento competitivo com as instituições de mercado, é a melhor ferramenta de regulação, de promoção de equidade e forma de controle natural da ganância de empresas que colocam o lucro acima das necessidades coletivas.

Compartilhe essa notícia:

Picture of Dr. Gutemberg

Dr. Gutemberg

Colunas

Orlando Pontes

Orlando Pontes

Administração de Taguatinga terá novo endereço

Caroline Romeiro

Caroline Romeiro

Por que a nutrição virou protagonista no futebol?

José Matos

José Matos

Parábolas para mudar a sua vida – I

Carlos Alenquer

A grande depressão e a comida jogada fora

Júlio Miragaya

Júlio Miragaya

O coração do mundo

Chico Sant'Anna

Ferrovia 3 em 1 para ligar Brasília ao Entorno Sul

Tersandro Vilela

Tesandro Vilela

Cresce uso da IA por estudantes brasileiros

Júlio Pontes

Júlio Pontes

“Lá no céu de Brasília estrelas irão cair”

Últimas Notícias

Famílias selecionadas para o DF Social têm até quinta (25) para abrir conta no BRB

23 de setembro de 2025

Seminário jurídico debate novo marco legal dos seguros

23 de setembro de 2025

Administração de Taguatinga terá novo endereço

22 de setembro de 2025

Celina Leão participa da abertura dos Jogos dos Institutos Federais

22 de setembro de 2025

Newsletter

Siga-nos

Facebook X-twitter Instagram
Brasília Capital

Sobre

  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão Impressa
  • Expediente
  • Anuncie Aqui
  • Fale Conosco
  • Politica de Privacidade
  • Versão Impressa
  • Expediente

Blogs

  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade
  • TV BSB Notícias
  • Pelaí
  • Nutrição
  • Chico Sant’Anna
  • Espiritualidade

Colunas

  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
  • Geral
  • Política
  • Cidades
  • Brasil
  • Esporte
Facebook X-twitter Instagram
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso

© Copyright 2011-2025 Brasília Capital Produtora e Editora de Jornais e Revistas LTDA.